Que vidas suspensas se geraram,
São folhas, sem raízes que as segurem,
Vão vagando ao sabor de um vento que não as deixa pousar,
Giram à beira de um poço, coladas como mãos dadas por cima de um fosso.
Por entre uma névoa que não levanta e um pôr do sol que não termina, o abalo de um sismo alimenta corações que batem encurralados numa porta que não cede,
São folhas de um livro inacabado que não se dá, nem se diz...

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